Templo de Deus

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II Crônicas 7:15 Estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração que se fizer neste lugar.

quinta-feira, 22 de março de 2012

DESERTOS NA VIDA DO CRISTÃO.


Não há quem seja de Deus e não tenha que passar pelo deserto. O deserto é um lugar de
solidão, de frio à noite e calor causticante durante o dia. É o lugar ideal de prova da mulher e do
homem de Deus. É de lá que o ser humano se sente só, abandonando, injustiçado, desesperadamente
faminto de justiça e sedento das respostas de Deus. É no deserto também que as oportunidades
de transformação de pedras em pães aparecem como melhor opção, e é justamente nesse
momento que se revela a verdadeira mulher ou o verdadeiro homem de Deus, ou seja, o caráter
do verdadeiro cristão só se torna transparente quando ele está passando pelo deserto.
Mas por que somos levados ao deserto? O deserto é como a prestação do serviço militar, pois
assim como este prepara o jovem para a vida civil, assim é o deserto espiritual, que também os
servos de Deus para a grande obra de resgate daqueles que estão nas garras do diabo.
Moisés, por exemplo, para ter o preparo suficiente a fim de dirigir o povo de Israel do Egito
à Terra Prometida, teve que viver no deserto por quarenta anos. Esse período fez com que ele
aprendesse a lidar com as dificuldades ali encontradas, para que quando voltasse do Egito, liderando
três milhões de pessoas, pudesse instruí-las no sentido de como contornar as situações
difíceis ali encontradas.
Também o Senhor Jesus foi levado ao deserto para ser tentado pelo diabo, e por que? Porque
um dia Ele teria que Se deparar novamente com uma situação pior do que a daquele deserto, ou
seja, Ele teria que assumir a condição de maldito, e até mesmo separado do Seu Pai, oferecido
como sacrifício em nosso lugar, conforme está escrito: “Cristo nos resgatou da maldição da lei,
fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar ( porque está escrito: Maldito todo aquele que
for pendurado em madeiro), para que a benção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo,
a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido.” ( Gálatas 3.13,14).
Normalmente somos conduzidos pelos sentimentos do coração e, como este é extremamente
enganador, costuma nos iludir com falsos sentimentos ou desejos carnais que, por sua vez, levam-
nos a tomarmos sempre decisões erradas. Essa situação nos faz desviar da fé e,
consequentemente, das conquistas pela fé.
Quanto mais damos crédito aos sentimentos do coração, menos atitudes de fé teremos e, obviamente,
menos vitórias. Quantas são as pessoas cristãs que há tantos anos carregam a fé como se
fosse um fardo pesado? Nenhuma vitória, nenhum sucesso? A vida familiar é um fracasso e a
vida financeira nem se fala. O seu relacionamento com Deus é como mão única: não há comunhão,
não há alegria, não há nada!
Então, Deus permite que passemos pelo deserto da vida para evitar que venhamos a sofrer
danos em nossas salvação, causados por sentimentos fúteis e vãos. Ao mesmo tempo, é lá que
aprendemos a viver na Sua dependência exclusiva, através da fé em Suas promessas.
Lá no deserto não existem amigos e nem amizades. Também não há quem possa se comover
com que os nossos queixumes e lamentos; enfim, não há quem possa substituir o Espírito Santo.
Muitos cristãos perguntam: “Quem nos leva ao deserto? Nossas falhas? Nossos erros? É bem
verdade que Deus aproveita as nossas fraquezas, para que através delas sejamos levados ao
deserto. Afinal de contas, tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus. No caso de
Moisés, houve um assassinato; no de José, inveja de seus irmãos por causa da visão que ele havia
tido, a qual ele nunca deveria ter-lhes comunicado. Já o Senhor Jesus, que foi o único a não ter
falha, o próprio Espírito Santo, então, Se encarregou de conduzi-Lo.
Portanto, é o próprio Deus, na Pessoa do Espírito Santo, quem nos leva ao deserto. Não adianta
a pessoa querer insistir em atribuir culpa a alguém, pois o próprio Deus é o seu Guia.
O deserto muitas vezes tem toda a aparência de injustiça, mas não é! Essa aparência de injustiça
humana nos faz logo buscar as razões do porqu6e de nos encontrarmos naquela situação.
Sempre achamos que alguém é o culpado por termos perdido tudo. Então, logo a sorte de
cristãs e até se acaba contraindo uma mágoa no coração contra a pessoa! A verdade é que temos
de saber discernir as coisas espirituais.
O fato de estarmos num deserto, com certeza, é para o nosso próprio benefício e, sobretudo,
para o da obra de Deus. Assim, a razão pela qual somos levados até ele é em função de um
glorioso objetivo futuro, e somente aqueles que são aprovados nesse teste é que podem servir
para os objetivos gloriosos de Deus.

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